sexta-feira, 15 de outubro de 2010

TRATAMENTO IGUALITÁRIO É O MÍNIMO QUE SE CONCEBE


Após dez dias de internação, em consequência de disparos feitos por policiais civis durante uma blitz, o juiz d
o TRT/RJ Marcelo Alexandrino da Costa Santos recebeu alta nesta segunda-feira, 11/10, da equipe médica do Hospital Pasteur, no bairro do Méier.
Tranquilo, ainda mais por saber que o filho Diego, 11 anos, e a enteada Natália, 8 anos, já estão fora de perigo e próximos também de receber alta, provavelmente até o fim desta semana, o juiz disse esperar que o incidente contribua para que a segurança pública e também a particular sejam repensadas.
“Aprendemos desde criança que não se bate em ninguém por trás e nem se atira pelas costas. Isso não tem a ver somente com treinamento. É importante que não haja a presunção de que um suspeito é culpado”, afirmou na entrevista coletiva que concedeu pouco antes de deixar o hospital.
Marcelo Alexandrino escapou da morte praticamente sem sequelas. Só terá que conviver, a partir de agora, com os ruídos produzidos por detectores de metais, uma vez que duas balas de fuzil não puderam ser retiradas de seu corpo. O organismo terá que conviver com elas.
A melhor notícia que recebeu foi a de que Diego e Natália tampouco correm mais risco de vida. O disparo que atingiu o menino causou duas perfurações nos pulmões, uma no estômago e outra no diafragma. No caso da enteada, o impacto de outro disparo perfurou pulmão, estômago e diafragma. A menina ainda estava com um dreno, que será retirado nos próximos dias. Ambos foram transferidos para um hospital infantil na Zona Sul e a expectativa é de que Diego receba alta entre quarta e quinta-feira, e Natália, possivelmente, no próximo final de semana.
“A sociedade tem no juiz um arquétipo distante. Pois nele também chegou a bala de fuzil. Todo mundo está exposto”, disse o magistrado.
Os policiais civis Bruno Rocha Andrade e Bruno Souza da Cruz estão presos preventivamente

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