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domingo, 13 de maio de 2012

Os 203 anos da Polícia Militar, uma instituição de proteção social


Milton Corrêa da Costa
Neste 13 de maio, quando também se comemorou a assinatura da Lei Áurea (1888),  com a abolição da escravatura no Brasil, a Polícia Militar do Estado do Rio de  Janeiro, criada por D, João VI (1809), com a denominação de Divisão Militar da  Guarda Real de Polícia, completou 203 anos. Mais de dois séculos em defesa da  lei e da ordem, na missão constitucional de polícia ostensiva e preservação da  ordem pública, com a finalidade precípua de servir e proteger. Poucas  instituições no Brasil alcançaram a marca do bicentenário, apesar de inúmeras  tentativas oportunistas e frustradas de extingui-la, sob o argumento de que a  estética militar seria incompatível com a função policial, esta de natureza  civil.
Muito pelo contrário, aa longo dos anos, tentativas de amotinamento,  insubordinação e quebra dos princípios da hierarquia e da disciplina, mostraram  que a estrutura militar, com suas lei e rígidos regulamentos, foi capaz de dar  pronta resposta no restabelecimento da ordem e do respeito ao princípio  hierárquico. A estética militar procura infundir no homem, além do sentimento de  civismo, valores éticos e comportamentais e de disciplina como qualidades  essenciais ao desempenho da nobre missão policial, como atividade da  administração pública que regula direitos individuais em prol do bem público, do  interesse maior da coletividade. Instituições policiais com estrutura  militarizada são comuns no mundo. O prórprio candidato favorito as eleições à  presidência do México, Enrique Peña Nieto, acaba de declarar que para combater a  extrema violência que assola o país, vai criar uma "gendarmeria" (força policial  militar) treinando 50 mil soldados.

O 13 de maio é dia, pois, de reverenciar a bicentenária Polícia Militar e  os mais de 40 mil profissionais que a dignificam na luta diária contra o  banditismo, na defesa da sociedade. Alguns tombaram no exercício da difícil  missão, como recentemente, na madrugada de 04 de maio, em Imbariê, o cabo  Alexsander Botelho, morto covardemente com um tiro na nuca quando fazia  patrulhamento de rotina nas imediações da Favela Santa Lúcia, sendo surpreendido  por traficantes. Ao longos dos anos, no combate à criminalidade, inúmeros  policiais morreram ou resultaram gravemente feridos no desempenho do sacerdócio  da missão, deixando seu sangue em defesa dos concidadãos, enlutarando seus  familiares. Os que, no entanto, cometeram graves desvios de conduta, ferindo  preceitos da disciplina, da ética e da moral, o repúdio de toda a sociedade. Aos  bravos, disciplinados e destemidos, os nossos aplausos.
A Polícia Militar é, pois, uma agência imprescindível de controle social,  parte integrante da história-pátria na defesa da cidadania. Seu lema é servir e  proteger, independentemente de raça, credo, cor, sexo, sexualidade, condição  cultural e social. A PM é uma agência de controle e preservação da lei e da  ordem. Uma instituição imprescindível na busca da paz social e parte integrante  da história-pátria na defesa da cidadania.
"Ser policial militar é  sobretudo uma razão de ser. É enfrentar a morte, mostrar-se um forte no que  acontecer", diz a vibrante canção do policial militar. Nestes 203 anos de  existência o reconhecimento de toda sociedade pela nobre e relevante missão.  Parabéns à bisecular Polícia Militar, uma instituição de proteção social.
 
Milton Corrêa da Costa é coronel da reserva da Polícia Militar do  Estado do Rio de Janeiro


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