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domingo, 6 de novembro de 2011

POLÍCIA: O BOM E O MAU EXEMPLO



POLÍCIA: O BOM E O MAU EXEMPLO 
 
Milton Corrêa da Costa 
 
A polícia do Rio vivenciou, em poucas horas, na quinta-feira, 09/11/, os dois lados da moeda. Uma quadrilha de policiais e traficantes- os agentes do estado escoltavam  bandidos e armas na fuga da Favela da Rocinha- foi presa em flagrante, no bairro da Gávea, na Zona Sul do Rio, pela Polícia Federal, que cercava a localidade, após checar escutas e rastrear a tornozeleira eletrônica usada por um dos marginais da lei. Ou seja, quem tinha por missão servir e proteger a sociedade, optou por proteger o tráfico, num desvio de conduta de suma gravidade. A escolta- vejam o poder aquisitivo do tráfico na Rocinha- havia sido acertada pelo valor de R$2 milhões. Vergonha. Traição com todas as letras. Atitude desabonadora, indigna e inaceitável de pseudos policiais.
 
No outro lado da moeda, como deveria de se esperar sempre da conduta policial, na missão de servir e defender a sociedade, momentos após a prisão da quadrilha de agentes do estado e traficantes, profissionais do Batalhão de Choque, uma unidade de elite da PM do Rio, lograram prender, no bairro da Lagoa, também na Zona Sul da cidade, escondido no porta-malas de um carro, o traficante Nem, o mais procurado bandido do Rio, chefe do tráfico da Favela da Rocinha. Os ocupantes do carro, em que se encontrava o traficante Nem, inclusive um advogado (atenção OAB) teria oferecido R$ 1 milhão para que fossem liberados. Os policiais não aceitaram a proposta da propina e prenderam todos os ocupantes do veículo suspeito em nome da lei e da ordem.
 
Não obstante ao dever cumprido pela polícia- uma prisão extremamente significativa no processo de enfraquecimento do poder paralelo do Rio- no dia anterior (08/11) um esquema de corrupção, tendo a frente um delegado da Polícia Civil do Rio, chefe do Núcleo de Controle de Presos, resultou na prisão, até agora, de 16 pessoas - nove são policiais- acusados de negociar regalias para detentos, mediante uma tabela de valores de propina para que os bandidos cometessem até assaltos e outros crimes fora do cárcere. Inacreditável ! A que ponto chega a fraqueza moral de agentes do estado.
Registre-se, que além do bárbaro assassinato da juíza Patrícia Acioly, onde é acusado como mentor intelectual do crime um oficial de alta patente da PM, dias atrás, integrantes de uma Unidade de Polícia PacIficadora (UPP), localizada no Morro do Fallet ( centro do Rio),inclusive os oficiais comandantes diretos da Unidade, foram acusados de se associarem com traficantes da localidade, em troca de facilitação no combate ao comércio de drogas. É o filme 'Tropa de Elite' na vida real. 
 
 
A realidade é que a sociedade, a destinatária dos serviços policiais, não aceita mais desvios de conduta de agentes do estado, principalmente no momento em que a política de implantação das UPPs no Rio traz a real possibilidade, de além do resgate de cidadania dos até então oprimidos pelo terror do tráfico, da criação de uma polícia verdadeiramente democrática, parceira, cidadã e sobretudo confiável. A ação dos integrantes do Batalhão de Choque da PM do Rio, aqui destacada, prendendo o traficante Nem , não é virtude, é sobretudo dever de policiais verdadeiramente vocacionados, que merecem, no entanto, todos os aplausos sa sociedade pelo bom exemplo deixado. A era dos "mitos do tráfico" e dos maus policiais parece que começa a ter fim.                                                
                           
                                                       Milton Corrêa da Costa é coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro

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