Protesto da PRF e incêndio deixam o trânsito caótico em Niterói/RJ e adjacências
IMAGENS DA BAGUNÇA E FALTA DE RESPEITO PÚBLICO.
Comentário meu:
Onde está o governo que permite que funcionários públicos federais,armados, interditem a passagem de cidadãos,sonegando-lhes o direito de ir e vir?
Não seria o caso de o governo usar de outra força militar para por fim àquele ato claramente lesivo ao direito do cidadão?
Por que não acionou, por exemplo o Comando do Exército para se entender com o chefe supremo da Polícia Rodoviária Federal e, de ordem, acabar com a balburdia?Será que o governo espera que cidadãos enfrentem policiais armados?
Por que tanta leniência diante de tamanho desrespeito público?
Será que o governo aplaude esse gesto?Então por que o silêncio?





Jornal " O FLUMINENSE"
Protesto da PRF e incêndio deixam o trânsito caótico
Por: Priscilla Aguiar 08/08/2012
Ação dos policiais rodoviários de Niterói e incêndio em ônibus na Ponte causaram engarrafamento que atingiu a Alameda São Boa Ventura, a Avenida Roberto Silveira e a Rodovia Niterói Manilha
Agentes da Polícia Rodoviária Federal realizaram, na tarde desta quarta-feira, blitzes nos dois sentidos da Ponte Rio-Niterói, como protesto para chamar a atenção do governo e da população para as reivindicações da categoria. O movimento interditou duas pistas em cada lado da via, o que causou grande congestionamento na ponte, com reflexo em vários pontos de Niterói. A manifestação durou cerca de 2 horas. Pouco depois de liberadas as pistas, um ônibus pegou fogo na altura do vão central, no sentido Rio, provocando a interdição das quatro faixas, por cerca de 30 minutos e deixando o trânsito ainda mais complicado.
No ônibus que pegou fogo - da Viação Fagundes - havia 30 passageiros. Uma mulher ficou ferida sem gravidade e foi atendida no local por uma equipe do Corpo de Bombeiros, de acordo com a concessionária CCR Ponte. O incêndio teria sido provocado por falha mecânica. Segundo a Nittrans, a interdição na ponte refletiu em congestionamentos na Alameda São Boaventura, Avenida Jansen de Melo, BR-101 e Avenida do Contorno. Agentes de trânsito atuaram nessas vias para facilitar o fluxo de veículos.
A operação padrão da PRF aconteceu próximo à Praça do Pedágio. Cerca de 50 policiais participaram do protesto, que contou com a distribuição de 20 mil panfletos. Um homem foi preso durante a mobilização. Segundo informações da polícia, o mototaxista, de 38 anos, teria um mandado de prisão contra ele.
Em sua defesa, o suspeito disse que teria sido detido por furto, mas que não chegou a ser julgado e foi liberado pela Justiça. A PRF explicou que, como existe mandado de prisão em aberto, o homem, que saiu algemado do local, seria encaminhado à 76ª DP (Centro).
De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais do Rio de Janeiro (SINPRF-RJ), Marcelo Novaes, a manifestação teve como objetivo principal chamar a atenção do governo para a necessidade de realização de concursos públicos.
“Atualmente temos apenas cerca de 400 policiais nas rodovias do Rio, quando teríamos que ter no mínimo 1.200. Diariamente temos 15 policiais na ponte, hoje estamos com 50, com a intenção de realizar uma maior fiscalização e mostrar para a população e para o governo que poderíamos fazer um trabalho muito mais eficiente com a quantidade necessária de efetivo. Foram formados agora 750 policiais, sendo que apenas 30 vêm para o Rio, um número insuficiente”, disse.
Segundo Novaes, a categoria vai aguardar as propostas do governo, que prometeu abrir um canal de negociações entre os dias 13 e 17 deste mês. Caso as reivindicações não sejam atendidas ele não descarta a possibilidade de greve.
“A categoria considera que a greve é a ultima alternativa, pois é sempre prejudicial à população”, afirmou.
Ele acrescentou ainda que a mobilização cumpriu o seu objetivo, com uma pessoa presa e várias notificações feitas, mostrando a importância e necessidade do aumento de efetivo da categoria.
Além de concursos públicos, os policiais rodoviários federais reivindicam melhores condições de trabalho, adicionais noturnos e reajuste salarial.
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